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De passagem por Monsanto...

Domingo, 26.01.14

 

Nunca se sabe em Monsanto
(Que as águias roçam com a asa)
Se a casa nasce da rocha
Se a rocha nasce da casa.

Cardoso Marta

 

  

Erguendo-se altaneira no granito agreste de um cabo de rochas escarpadas, sobranceiro ao rio Ponsul pela margem direita, Monsanto, freguesia do concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco é uma aldeia de casa rústicas apertadas entre enormes penedos, de minúsculos quintais e hortas separados por muros de pedra e ruelas sinuosas com degraus com degraus talhados na rocha.

 

 

Começou por ser Monte Santo e foi refúgio privilegiado para povos primitivos - Por lá se encontram vestígios de uma ocupação anterior ao Neolítico e romanos, godos e árabes deixaram marcas indeléveis da sua passagem pelo local.

 

Muito do repositório etnográfico e antropológico desses povos ainda hoje sobrevive com as gentes da terra, com destaque para o adufe, instrumento musical tradicional que apenas deve ser tocado pelas mulheres.

 

Classificado imóvel de interesse público pelo Dec 28/82 de 26 de Fevereiro. Abrangido pela Zona Especial de Protecção definida em DG (2ª Série) 265 de 14-11-1950 (castelo e muralhas de Monsanto).

  

 

    

 

 

Ocupado desde a pré-história, foi povoado e fortificado no século II a.c., no período do pretora romano Emílio Paulo. Posteriormente, foi ocupado por visigodos e mouros. D. Afonso Henriques deu o lugar à ordem dos Templários, em 1165, tendo Gualdim Pais mandado erigir um castelo sobre as fortificações existentes, para aumentar as suas defesas.

 

 

O castelo ergue-se no cume do monte, sobre os vestígios de em castro lusitano, e o casario desce em cascata pela encosta norte, sendo frequente a utilização de grandes penedos graníticos como paredes ou cobertura das habitações.

  

   Casa de uma só telha

 

Em 1172 foi doado à Ordem de Santiago e dois anos mais tarde recebeu foral ainda de D. Afonso Henriques. Recebeu foral manuelino, em 1510. Na reforma administrativa de 1843 o concelho foi extinto. 

 

Capela de Santa Maria do Castelo (ou de Nossa Senhora do Castelo)

 

Situada no interior do Castelo de Monsanto, de presumível origem seiscentista, esta capela apresenta-se totalmente arruinada. Já se encontrava profanada no século XIX, e era então utilizada como armazém de víveres. Composta por nave e ousia, de que apenas subsistem as paredes, apresenta a frontaria enquadrada por pilastras toscanas, onde se rasga uma porta de arco abatido ladeada por uma pequena janela quadrangular. Em cada um dos alçados laterais existe uma porta simples, de verga recta.

 

 

   

 Pelourinho                                                          Igreja de São Salvador (Matriz de Monsanto)

 

- Pelourinho de Monsanto situado no Largo da Misericórdia, está classificado como Imóvel de Interesse Público (Dec. 23 122, DR, de 11-10-1933. Foi edificado em 1510, à época da renovação do foral da vila por D. Manuel I. De configuração simples e aspecto rude, é constituído por um plinto octogonal de onde arranca uma coluna de secção circular. O remate, cilíndrico e decorado por meias esferas, foi reposto na sua posição original em 1937, após ter sido encontrado na parede de uma casa das imediações.

 

- Igreja de São Salvador (Matriz de Monsanto) - Edificada no século XVI, em estilo maneirista, esta igreja concilia uma grande singeleza exterior, própria do estilo maneirista, com um interior de grande riqueza decorativa, em que predominam os elementos barrocos. O templo ergue-se a meia encosta, sobre um embasamento que compensa a inclinação do terreno.

 

 

Artesanato em Monsanto

 

          

  

 

Na infinidade de ruelas e veredas povoadas de casas, palheiros e furdas, representantes de uma arquitectura popular implantada ao sabor do relevo. A utilização do granito nas construções confere ao conjunto uma grande uniformidade entre o natural e o edificado. Este equilíbrio é, ainda, mais evidente quando os acidentes graní­ticos dão origem a curiosas utilizações de grutas e penedos integralmente convertidos em peças de construção.

 

     

 

       

  

 

Campanário e ruínas de S.Miguel 

 

 

  

No alto da povoação, antes da entrada da cidadela do castelo, encontram-se as ruínas desta Capela. Templo românico em pedra granítica, datado do século XII, ela é indício de uma primitiva povoação - S. Miguel - e sobrepõe-se a um monumento que se supõe de culto a Marte e a outros deuses pagãos. É rodeada igualmente por sepulturas escavadas na rocha granítica (cemitério paleo-cristão).

  

           

 

 

Em 1938, Monsanto ganhou estatuto de “aldeia mais portuguesa de Portugal”.

 

 - Titulo que arrebatou, no concurso promovido pelo Secretariado de Propaganda Nacional do Estado Novo por ser a povoação mais característica do país e a menos "penetrada pela civilização dos outros".

 

 

 a magistrado na antiga Roma encarregado da administração da Justiça

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publicado por VANDOVSKY às 22:39

Musica tradicional da Beira Baixa II

Sábado, 04.01.14

 

As armas do meu adufe

 

 

As armas do meu adufe

São de pau de laranjeira
Quem quiser tocar com ele
Tem de ter a mão ligeira

Quem quiser tocar com ele
Tem de ter a mão ligeira
As armas do meu adufe
São de pau de laranjeira

O rosmanhinhal se queixa
De não ter moças formosas
Subam lá acima à Idanha
Que até as silvas dão rosa

As armas do meu adufe
São de pau de laranjeira
Quem quiser tocar com ele
Tem de ter a mão ligeira

  

 

Aldeia de Monsanto

 

Quando me levanto

Vivo um dia novo
Saio a ver Monsanto
E saúdo o povo.

Minha Beira amada
Nunca me dês pranto
Dá-me o sol amigo 
Que beija Monsanto.

 

REFRÃO:

Na Beira Baixa
Não há canteiro tão belo
Como é Monsanto
À beirinha do Castelo

 


Vou p'rà desfolhada
Levo uma cantiga
Trago uma promessa
Duma jura antiga.

Toco o meu adufe
Canta-se ao despique
Quem é velho abale
Quem é moço fique.

 

REFRÃO:

Na Beira Baixa
Não há canteiro tão belo
Como é Monsanto
À beirinha do Castelo



Tudo em meu redor
São hortas quintais
São milhos serôdios
Vastos olivais.

As ruas sem tempo
Que adoramos tanto
São belo presépio
Dado a Monsanto.

 

 

 

 Castelo Branco

 

 

 

Ó Castelo Branco, Ó Castelo Branco
Mirando o cimo da serra, ai mirando o cimo da serra
Ai, quem nasceu lá p'ra Castelo Branco
Não é feliz noutra terra
Ai, Mirando o cimo da serra.

Eu nasci na beira sou homem pequeno
Sou como o granito bem rijo e moreno.
Eu nasci na beira sou homem pequeno
Sou como o granito bem rijo e moreno.

Lá lá lá lá ......

Meu bem quem me dera 
Nos altos montes
Andar ao sol todo o dia, ai andar ao sol todo o dia
Beber água fresca ai, lá pelas fontes
Cantar como a cotovia
Ai, andar ao sol todo o dia.

Coração da serra, não ama a cidade
Só na sua terra se sente à vontade

Coração da serra, não ama a cidade
Só na sua terra se sente à vontade


Eu nasci na beira sou homem pequeno
Sou como o granito bem rijo e moreno.
Coração da serra, não ama a cidade
Só na sua terra se sente à vontade

 

 

 Chapéu Preto

 

 

 

A azeitona já está preta, a azeitona já está preta,

Já se pode armar aos tordos, já se pode armar aos tordos.

Diz-me lá, ó cara linda, diz-me lá, ó cara linda,

Como vais tu de amores novos, já se pode armar aos tordos.

 

 

[Refrão]

 

É mentira, é mentira,

É mentira sim, senhor!
Eu nunca pedi um beijo,

Quem mo deu foi meu amor! [Bis]

 

 

Quem me dera ser colete, Quem me dera ser colete
Quem me dera ser botão, Quem me dera ser botão
Para andar agarradinha, Para andar agarradinha
Juntinha ao teu coração, Quem me dera ser botão.

 

[Refrão]

 

Ai, que lindo chapéu preto, ai, que lindo chapéu preto
Naquela cabeça vai, naquela cabeça vai,
Ai, que lindo rapazinho, ai, que lindo rapazinho
Para genro do meu pai, para genro do meu pai.

 

[Refrão]

 

 

 

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publicado por VANDOVSKY às 19:25

Os números

Sexta-feira, 23.08.13

 


Por que é que 1 é 1, 2 é 2 e 3 é 3...‏

 

Um curioso PowerPoint que recebi na minha caixa de correio e apenas publico porque no final, o próprio autor pede para que seja partilhado.

 

 

 

Os números from Vanda Barbosa

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publicado por VANDOVSKY às 22:13





      

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