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João e o pé de feijão

Domingo, 22.12.13

 

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Era uma vez um rapaz chamado João. Ele vivia com a sua mãe numa casa muito modesta. A mãe estava desempregada e só tinha uma pequena horta onde cultivava todo o tipo de legumes. Às vezes, eles passavam fome mas escondiam essa situação dos vizinhos e dos familiares.

  

 

 

Com muito sacrifício, a mãe comprara uma vaca mas já não conseguia sustentá-la convenientemente e decidiu vendê-la. O rapaz ficou com muita pena, pois gostava muito dela e tratava-a muito bem: dava-lhe de comer e beber e mimava-a. Na escola, a professora ensinara-o a respeitar os animais.

 

Um dia, a mãe pediu-lhe para levar a vaca até à feira e vendê-la pelo melhor preço. Pelo caminho, encontrou um homem que lhe fez uma proposta tentadora: trocar a vaca por um punhado de feijões que disse serem mágicos. João não hesitou, pois pareceu-lhe ser uma troca justa.

 

Contrariamente ao que o João previra, a mãe achou que ele tinha feito um negócio ruinoso e, num gesto de cólera, atirou os feijões pela janela. João nem esboçou sequer um protesto. Ficou muito arrependido e foi-se deitar, muito triste, pois contribuíra involuntariamente para aumentar as dificuldades da mãe.

 

 

  

Na manhã seguinte, João acordou sobressaltado. Pareceu-lhe ouvir um ruído lá fora. Levantou-se, espreitou pela janela da cabana e ficou estupefacto: um enorme feijoeiro crescera junto à janela. João correu para o exterior.

 

As crianças são curiosas… e João não era excepção. Sem hesitar, começou a trepar, ou melhor, a escalar aquela planta gigantesca, altíssima, que crescera,sem dúvida, de um feijão mágico. O rapaz recuperou a boa disposição habitual.

 

Corajosamente, trepou, trepou, trepou, até passar acima das nuvens. Quase tocava no céu. Quase sem fôlego, o rapaz continuou a sua escalada. Parecia nunca mais ter fim.

 

Até que, finalmente, chegou ao cimo do feijoeiro. Com enorme surpresa, como se fosse um sonho, João viu um castelo maravilhoso, tal como os castelos encantados, com as suas torres pontiagudas a perfurarem o céu.

 

 

O João seguiu por um caminho à beira de precipícios. A porta estava aberta e reinava o silêncio. Cheio de curiosidade, mas um pouco receoso, entrou no castelo.

 

Quando chegou ao salão, reparou num armário cheio de ovos de ouro. Em cima da mesa, estava uma galinha e uma harpa estranha e brilhante, que também atraíram a atenção do João.

 

Subitamente, ouviu o som de passos assustadores que faziam estremecer o chão e uma voz cavernosa ecoou pelo castelo.

 

Subitamente, ouviu o som de passos assustadores que faziam estremecer o chão e uma voz cavernosa ecoou pelo castelo.  

 

 

“Toca”, gritou novamente o gigante, dirigindo-se à harpa. Ela tocou a mais bela melodia que alguma vez João ouvira. Ficou tão maravilhado que pensou: “Quem me dera dar aquela harpa à minha mãe!”

 

Entretanto, o gigante adormeceu, ao som daquela melodia.

 

João saltou do armário, trepou pela perna da mesa e agarrou

rapidamente a galinha e a harpa. Depois, correu o mais depressa possível para fora do castelo.

 

 

“Socorro”, gritou a harpa, ao sentir-se agarrada, tentando acordar o gigante. As pernas do João responderam com uma correria desenfreada a caminho do feijoeiro salvador.

 

O gigante acordou sobressaltado, ainda a tempo de ver o rapaz a fugir do castelo. “Vou-te apanhar! Fi, Fi, Fó, Fum! Mau como eu não há nenhum!”, gritava ele. Apressadamente, João começou a descer o feijoeiro.

 

O gigante vinha mesmo atrás dele.

 

”Vou-te apanhar! Fi, Fi, Fó, Fum! Mau como eu não há nenhum!”, continuava o gigante, agarrando-se ao feijoeiro.

 

Quando terminou a descida, João gritou “Mãe, corta o feijoeiro! DEPRESSA!”

 

 

Rapidamente, a mãe foi buscar um machado e cortou, cortou, cortou tanto o feijoeiro, que ele tombou com um estrondo enorme. O mesmo destino teve o horrível homenzarrão.

 

A partir daquele dia, O João e a mãe puderam levar uma vida feliz, sem pobreza.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por VANDOVSKY às 06:33

Lenda da Árvore de Natal

Sábado, 21.12.13

 

 

 

Quando o Menino Jesus nasceu, todas as pessoas e animais e até as árvores sentiram uma imensa alegria.
Do lado de fora do estábulo onde o Menino dormia, estavam três árvores: uma palmeira, uma oliveira,e um pequeno pinheirinho.
Todos os dias as pessoas passavam e deixavam presentes ao Menino.


 

- Nós também Lhe deviamos dar prendas! - disseram as árvores.
- Eu vou dar-lhe a minha folha mais larga - disse a palmeira - quando vier o tempo do calor ele pode abanar-se com ela e sentir-se mais fresco.
Então disse a oliveira : 
- E eu vou dar-lhe óleo.Perfumados óleos poderão ser feitos a partir do meu sangue.
- Mas que lhe poderei dar eu?
- Perguntou ansioso o pequeno pinheiro.
- Tu? Os teus ramos são agudos e picam - disseram as outras duas árvores.

 -Tu não tens nada para lhe dar. 

 

 

O pequeno pinheiro estava triste. Pensou muito,muito,em qualquer coisa que pudesse oferecer ao Menino que dormia, qualquer coisa de que o Menino pudesse gostar. Mas não tinha nada para lhe dar.

Então um anjo, que tinha ouvido a conversa toda, sentiu pena da arvorezinha que não tinha nada para dar ao Menino.
As estrelas estavam a brilhar no céu. Então o anjo, muito de mansinho, trouxe-as uma a uma cá para baixo, desde a mais pequeina à mais brilhante e colocou-as nos ramos pontiabgudos do pinheiro. Dentro do estábulo, o Menino acordou. E olhou para as três árvores do lago de lá da gruta , contra a escuridão do céu.De repente as folhas escuras do pinheiro brilharam, resplandecentes, porque nelas as estrelas descansavam como se fossem elas. 

 

 

Que lindo estava o pequeno pinheiro, que não tinha nada a oferecer ao Menino...
E o Menino Jesus levantou as mãozinhas, tal como fazem os bebés, e sorriu para as estrelas e para aquela árvore que lhe iluminara a escuridão da noite.
E desde então o pinheiro ficou a ser, para todo o sempre, a Árvore de Natal. 


(História tradicional inglesa)

 

 

 

 

 

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publicado por VANDOVSKY às 11:11

As três lebres

Quinta-feira, 08.12.11
 

 

Havia noutros tempos um rei que tinha uma filha, que dizia que só se casaria com um homem que conseguisse inventar uma adivinha que ela não conseguisse adivinhar. Durante muito tempo muitos pretendentes tentaram criar uma advinha que a princesa não adivinhasse, mas nenhum conseguiu até que um aldeão muito esperto decidiu partir para o palácio, sem saber ainda o que havia de perguntar à princesa.

 

Montou a cavalo, sem mais bagagem do que o seu livro de orações e sem  farnel de qualidade alguma.  

 

Durante o caminho teve fome e sede, mas não havia ali em tal descampado nem comer nem água, então o aldeão encontrou um coelho morto no chão e assou-o com a bíblia que levava e comeu-o. A sede era, porém, cada vez maior; ele fez o cavalo ir rapidamente e com um chapéu bebeu o suor que escorria do animal.

 

Chegado ao castelo, viu muitos fidalgos que perguntavam adivinhações à princesa e ela tudo adivinhava. Então ele, depois de terem falado, levantou-se e disse:

 

 

 

 

"Comi carne sem ser caçada

Em palavras de Deus assada

Bebi água que não foi do céu caída,

Nem também na terra nascida.

Adivinhai agora, princesa, se de tanto sois capaz."

 

 

A princesa pediu três dias ao aldeão para tentar adivinhar, reconhecendo que esta tinha sido a advinha mais difícil que tinha ouvido. Ficou o aldeão no palácio à espera que a princesa adivinhasse; mas logo no primeiro dia foi ter com ele uma aia da princesa que lhe disse:

 

- Explicai-me o que hoje perguntastes à princesa e far-vos-ei tudo o que me pedirdes.

 

Respondeu o aldeão:

 

- Explicar-vos-ei tudo daqui a três dias, se me deixardes ficar esta noite no vosso quarto

 

Disse logo a aia que sim e fez-lhe uma cama no chão do seu quarto, quando apanhou a aia a dormir tirou-lhe uma saia e guardou. No outro dia fez o mesmo com outra aia da princesa, e no terceiro dia fez o mesmo com a princesa, que não sabendo o que tinha acontecido às aias, deixou que ele pernoitasse no seu quarto com a condição de ele contar a adivinha, e roubou-lhe o seu chambre de dormir, que era de finas rendas. No quarto dia, logo pela manhã, foi o aldeão explicar a adivinhação às aias e à princesa .

 

Quando chegou a hora de a corte reunir para ouvir a resposta da princesa, esta respondeu:

 

- A carne sem ser caçada, em palavras de Deus assada, era um coelho que encontraste morto no caminho e que assaste no teu livro de orações. A água sem ser da terra nascida, nem do céu caída , era o suor do teu cavalo.

- É verdade – respondeu o aldeão.

 

Então o  rei ordenou ao aldeão que fosse para a sua terra pois nada tinha esperar. Mas ele disso logo:

- Já que a princesa é tão inteligente, peço-lhe que adivinhe agora esta:

 

 

 

"Quando neste palácio entrei

 Três lebres encontrei,

Todas elas esfolei;

E as peles delas mostrarei."

 

 

 

 

Quando ia para mostrar as saias das aias e o chambre a princesa esta levantou-se logo e disse:

 

- Basta, basta, serás meu esposo, pois és o homem mais esperto que aqui tem vindo.

 

Adolfo Coelho

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publicado por VANDOVSKY às 07:40





      

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