Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Poesias e Lengalengas

 

 

 

 

 

Vossa  Excelência

 

Eu não sabia que V. Exª

Me tratava por V. Exª

Se eu soubesse que V. Exª

Me tratava por V. Exª

Eu tratava V. Exª

Com tanta Exª

Que V. Exª

Ficava a pensar

Qual era a Exª

Que tratava V. Exª

Por Exª

 

 

 

 

 

 

 

 

Papim

 

O Papim papa a papinha

Papinha, papa de pão.

Se o Papim não papa a papa,

O papão papa o Papim.

Mas o Papim papa a papa,

Para o não papar o papão.

 

 

 

 

 

 

 

A Geraldenga

 

Uma pedra geraldenga

Outra geraldenga está

Quem a geraldengarou

A desgeraldengará

 

 

 

 

Trilho

 

Ó trilho dá-me trigo

P’ra trigo dar ao moleiro

P’ro moleiro me dar farinha

P’ra farinha me dar farelos

P’ra farelos dar ao porco

P’ro porco me dar cerdas

P’ra cerdas dar ao sapateiro

P’ro sapateiro me dar sapatos

P’ra sapatos dar à velha

P’ra velha me dar erva

P’ra erva deitar à vaca

P’ra vaca me dar leite

P’ra leite dar ao gato

P’ro gato comer o rato.

 

 

 

 

 

 

 

 

Serapico

 

Serapico, pico, pico

Quem te deu tamanho bico?

- Foi a filha do juiz,

Que está presa pelo nariz.

Salta a pulga da balança.

Dá um pulo e vai para França.

Os cavalos a correr,

As meninas a aprender;

Qua será a mais bonita,

Que se vai esconder.

 

 

 

 

 

 

Reviragancho

 

Ó gancho reviragancho

Que tanto reviraganchaste

Deixa que eu te desviraganche

Com um gancho reviragancho

Nas ramas do carvalhal.

 

 

{#emotions_dlg.bouquete}

 

Os mafamagafas

 

Sei de um ninho de mafamagafas

Com cinco mafamaguifinhos

Quando a mafamaguifa

Vai dar de comer aos mafamaguifinhos

Há tanta mafamaguifada

Que se ouve na serra da Arada.

 

 

 

 

  

 

Guifa-Garifas

 

Sei de um ninho de guifa-garifas

Com cinco guifa-garifinhos

Quando a guifa-guifarifa vai ao ninho

Os cinco guifa-gafarinhos

Fazem uma grande guifa-garifada

 

{#emotions_dlg.orangeflower}

 

Disseram que na minha rua

Tem paralelepípedo feito
De paralelogramos.
Seis paralelogramos
Tem um paralelepípedo.
Mil paralelepípedos
Tem uma paralelepípedovia.
Uma paralelepípedovia
Tem mil paralelogramos.
Então uma paralelepípedovia
É uma paralelogramolândia?

 

{#emotions_dlg.orangeflower}

 

Se o bispo de Constantinopla

a quisesse desconstantinoplatanilizar

não haveria desconstantinoplatanilizador

que a desconstantinoplatanilizaria

desconstantinoplatanilizadoramente.

 

 

 

 

 

 

  

O que está na varanda?

Uma fita de ganga

O que está na panela?

Uma fita amarela

O que está no poço?

Uma casca de tremoço

O que está no telhado?

Um gato malhado

O que está na chaminé?

Uma caixa de rapé

O que está na rua?

Uma espada nua

O que está atrás da porta

Uma vara torta

O que está no ninho?

Um passarinho

Deixa-o no morno

Dá-lhe pãozinho.

 

Luísa Ducla Soares

 

  

 

 

 

 

Largato Pintado

 

Largato pintado

Quem te pintou?

Foi uma velha que aqui passou

No tempo da eira

Fazia porira

Puxa lagarto

Por aquela orelha!

 

 

 

 

 

A Formiga e a Neve

 

A formiga vai à serra

E seu pé na neve prende.

 

- Ó neve! Tu és tão forte

Que meu pé em ti se prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que a luz do Sol me derrete

 

Ó Sol! Tu és tão forte

Que derretes a neve,

A neve, meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer nuvem me tapa.


- Ó nuvem! Tu és tão forte

Que tapas a luz do Sol,

O Sol, que derrete a neve,

A neve, que meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer vento me espalha.


- Ó vento! Tu és tão forte

Que espalhas a negra nuvem,

A nuvem, que tapa o Sol,

O Sol, que derrete a neve,

A neve, que meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer muro me veda


- Ó muro! Tu és tão forte

Que vedas o rijo vento,

O vento, que espalha a nuvem,

A nuvem, que tapa o Sol,

O Sol que derrete a neve,

A neve que, meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer rato me fura.


- Ó rato! Tu és tão forte

Que furas o grosso muro,

O muro, que veda o vento,

O vento, que espalha a nuvem,

A nuvem, que tapa o Sol,

O Sol, que derrete a neve,

A neve, que meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer gato me come.


- Ó gato! Tu és tão forte

Que comes o esperto rato,

O rato que fura o muro,

O muro, que veda o vento,

O vento, que espalha a nuvem,

A nuvem, que tapa o Sol,

O Sol, que derrete a neve,

A neve, que meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer cãozinho me mata.


- Ó cãozinho! Tu és tão forte

Que matas o bravo gato,

O gato que come o rato,

O rato que fura o muro,

O muro, que veda o vento,

O vento, que espalha a nuvem,

A nuvem, que tapa o Sol,

O Sol, que derrete a neve,

A neve, que meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer pauzinho me bate.


- Ó pauzinho! És tão forte

Que bates no cão valente

O cão que mata o gato,

O gato, que come o rato,

O rato, que fura o muro,

O muro, que veda o vento,

O vento, que espalha a nuvem,

A nuvem, que tapa o Sol,

O Sol, que derrete a neve,

A neve, que meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer lume me queima.


- Ó lume! És tão forte

Que queimas o duro pau,

O pau, que bate no cão,

O cão que mata o gato,

O gato, que come o rato,

O rato, que fura o muro,

O muro, que veda o vento,

O vento, que espalha a nuvem,

A nuvem, que tapa o Sol,

O Sol, que derrete a neve,

A neve, que meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer água me apaga.


- Ó água! És tão forte

Que apagas o vivo lume

O lume que queima o pau,

O pau, que bate no cão,

O cão que mata o gato,

O gato, que come o rato,

O rato, que fura o muro,

O muro, que veda o vento,

O vento, que espalha a nuvem,

A nuvem, que tapa o Sol,

O Sol, que derrete a neve,

A neve, que meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer cabra me bebe.


- Ó cabra! És tão forte

Que bebes a fria água,

A água que apaga o lume

O lume que queima o pau,

O pau, que bate no cão,

O cão que mata o gato,

O gato, que come o rato,

O rato, que fura o muro,

O muro, que veda o vento,

O vento, que espalha a nuvem,

A nuvem, que tapa o Sol,

O Sol, que derrete a neve,

A neve, que meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que qualquer faca me mata.


- Ó faca! És tão forte

Que matas a ligeira cabra,

A cabra que bebe a água,

A água que apaga o lume

O lume que queima o pau,

O pau, que bate no cão,

O cão que mata o gato,

O gato, que come o rato,

O rato, que fura o muro,

O muro, que veda o vento,

O vento, que espalha a nuvem,

A nuvem, que tapa o Sol,

O Sol, que derrete a neve,

A neve, que meu pé prende.

- Eu, formiga, sou tão forte

Que num ai perdi o corte.


Desde o alto até ao fundo,

Nada é forte neste Mundo.

 

{#emotions_dlg.no}

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publicado por VANDOVSKY às 23:31
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