Sábado, 26 de Novembro de 2011

Chá e companhia...

 

 

Uma xícara de Chá

 

Nan-In, um mestre japonês durante a era Meiji (1868-1912), recebeu um professor de universidade que veio lhe inquirir sobre Zen. Este iniciou um longo discurso intelectual sobre suas dúvidas.

Nan-In, enquanto isso, serviu o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.

O professor, vendo o excesso se derramando, não pode mais se conter e disse:

"Está muito cheio. Não cabe mais chá!"

"Como esta xícara," Nan-in disse, "você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso eu lhe demonstrar o Zen sem você primeiro esvaziar sua xícara?"

 

 

Os Poderes Sobrenaturais

 

Certa manhã, o Mestre Daie, ao levantar-se, chamou seu discípulo Gyozan e lhe disse:

"Vamos fazer uma disputa para saber quem de nós dois possui mais poderes sobrenaturais?"

Gyozan retirou-se sem nada responder. Dali a pouco, voltou trazendo uma bacia com água e uma toalha. O mestre lavou o rosto e enxugou-se em silêncio. Depois, Daie e Gyozan sentaram em ante uma mesinha e ficaram conversando sobre assunto diversos, tomando chá.

Pouco depois, Kyogen, outro discípulo, aproximou-se e perguntou:

"O que estão fazendo?"

"Estamos fazendo uma competição com nossos poderes sobrenaturais", respondeu o Mestre, "Queres participar?"

Kyogen retirou-se calado e logo depois retornou trazendo uma bandeja com doces e biscoitos.

O Mestre Daie então dirigiu-se aos seus dois discípulos, e exclamou:

"Na verdade, vós superais em poderes sobrenaturais Sariputra, Mogallana e todos os discípulos de Buddha!"

 

 

 

Chá ou Paulada

 

Certa vez Hakuin contou uma estória:

"Havia uma velha mulher que tinha uma casa de chá na vila. Ela era uma grande conhecedora da cerimônia do chá, e sua sabedoria no Zen era soberba. Muitos estudantes ficavam surpresos e ofendidos que uma simples velha pudesse conhecer o Zen, e iam à vila para testá-la e ver se isso era mesmo verdade.

"Toda vez que a velha senhora via monges se aproximando, ela sabia se eles vinham apenas para experimentar o seu chá, ou para testá-la no Zen.

Àqueles que vinham pelo chá ela servia gentil e graciosamente, encantando-os.

Àqueles que vinham tentar saber de seu conhecimento do Zen, ela escondia-se até que o monge chegasse à porta e então lhe batia com um tição.

"Apenas um em cada dez conseguiam escapar da paulada..."

 

 

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publicado por VANDOVSKY às 18:56
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1 comentário:
De mfssantos a 28 de Novembro de 2011 às 18:45
Parabéns pelo blog, sempre com ilustração de bom gosto. Bem gostaria de usar esta "ferramenta" como bem o sabe fazer...Saudações amigáveis.

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