Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

Nos Jardins da Regaleira

Mais do que um passeio cultural, a visita à Quinta da Regaleira, em Sintra, é uma viagem a um universo de símbolos e metáforas, presentes em toda a propriedade. Aqui nada é apenas o que parece, mas sempre sinal de algo mais forte, transcendente e misterioso.

Residência de veraneio da família Carvalho Monteiro, a Quinta da Regaleira foi concebida em estilo manuelino. A exuberância decorativa envolveu artistas de grande mérito como António Gonçalves, João Machado, José da Fonseca, Costa Motta e Rodrigo de Castro, nas cantarias e Júlio da Fonseca, na talha de madeira.

A Quinta da Regaleira constitui um dos mais surpreendentes e enigmáticos monumentos da paisagem cultural de Sintra. Situa-se no elegante percurso que ligava o Paço real ao Palácio e Campo de Seteais, dentro dos limites do centro histórico. Entre 1898 e 1912 Carvalho Monteiro transformou-a no seu lugar de edição, conferindo-lhe as características actuais.

 

Portal dos Guardiães

Estrutura cénica rematada por dois torreões laterais e por um mirante central, sob o qual se dissimula uma das entradas para o Poço Iniciático.

 

Poço Inicático

O poço diz-se iniciático porque se acredita que era usado em rituais de iniciação à maçonaria e a explicação do simbolismo dos mesmos nove patamares diz-se que poderá ser encontrado na obra Conceito Rosacruz do Cosmos.

"Torre invertida" que se afunda cerca de 27 metros no interior da terra, com acesso através de uma monumental escadaria em espiral. Configura-se com um espaço de sagração, de conotações herméticas e alquímicas, onde se intensifica a relação entre a Terra e o Céu.

O poço está ligado por várias galerias ou túneis a outros pontos da quinta, a Entrada dos Guardiães, o Lago da Cascata e o Poço Imperfeito.

 

Entrada do Poço

A entrada é feita através de uma porta de pedra que nos leva a um outro mundo. A ideia principal parece ser a de morrer e voltar a nascer num rito de iniciação ligado à terra

 

Poço imperfeito

 

 

Lago da Cascata

Neste lago encontrará uma das entradas para a labiríntica rede de subterrâneos.

Existem diversas grutas que valem a pena explorar, pelo que convém levar uma pequena lanterna, pois nem todas são iluminadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Torre da Regaleira

Foi construída para dar a quem a sobe a ilusão de se encontrar no eixo do mundo.

 

A Fonte da abundância

Uma bonita bica de água construída em alvenaria de pedra, ou seja, todos os adornos de conchas de calcário e quartzitos foram colados com argamassa. Era um dos pontos chave e o seu significado estava relacionado com o culto da fertilidade.

 

Pequenos Pormenores

 

 

Pormenores do Terraço

 

 

 

 

Vista panorâmica para o Palácio da Pena

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publicado por VANDOVSKY às 23:35
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1 comentário:
De Libânia Neves a 25 de Outubro de 2010 às 16:36
A quinta da Regaleira, é um bálsamo para os nossos olhos!
Nunca fui lá, mas, agora, fiquei com vontade de ir!
bj

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