Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

Aldeias Históricas... e não só

 

O mês de Setembro de 2009 iniciou-se com uns dias de férias... Os últimos do ano...

 

E indo ao encontro da família, decidimos passar esses dias pela Beira Baixa, aproveitando para fazer um reconhecimento pelas Aldeias Históricas, que sempre merecem a nossa atenção, e têm tanto para contar e recordar...

 

CASTELO NOVO

 

A aldeia do nosso coração, em que o sinónimo predominante é reencontrar a família e recordar a nossa infância... O tempo dos nossos avós, (as velhas casinhas ainda existem, embora em ruínas), impera o saudosismo e as raízes familiares... O lugar da nossa estada...

 

Uma aldeia onde se pode desfrutar da frescura das águas do Alardo e do ar saudável da Gardunha. Na fonte dos antigos Paços do Concelho pode refrescar-se até à alma. Regozija-se pela aldeia e não esqueça de ver as casas de pedra muito limpas e decoradas com sardinheiras nos parapeitos.

 

 

 

É aqui que se tecem as típicas colchas e os famosos bonecos articulados. Não irá querer partir…

Em plena Beira Baixa, Castelo Novo localiza-se na meia-encosta leste da serra da Gardunha, a 703 m de altitude, entre duas ribeiras.

 

 

Tendo como ponto de partida esta rica aldeia, iniciamos o nosso passeio por:

 

 

IDANHA-A-VELHA

(A antiga Egitânia Romana)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aldeia ou livro? Idanha guarda histórias de batalhas e dos guerreiros que nelas combateram. Os que ainda aqui subsistem esforçam-se para fazer da aldeia um local desejado para se visitar.

 

 

Todas as casas são de traça original. A Sé e as Ruínas são mantidas como jóias delicadas, sendo alvo de todos os cuidados e protecção necessários. A herança Romana, a ponte sobre o rio Ponsul e a Torre de Menagem dos Templários são alguns dos elementos atractivos que Idanha tem para lhe oferecer.

 

O Museu

 

 

 

 

 

SORTELHA

(Anel de Pedra)


 

Sortelha é acima de tudo uma aldeia de granito tipicamente medieval, fechada por um anel de muralhas e vigiada por um castelo altaneiro do Séc. XIII.

 

 

Ao subir-se a calçada (romana?) que conduz a Sortelha, notam-se os grandiosos penedos que se erguem à direita, como que a anunciar a fortaleza da vila noutros tempos.

 

 

As muralhas, perfeitamente conservadas e sem danificações, abrem-se numa porta de arco em ogiva para deixar passar o trânsito. Lá dentro sente-se os séculos recuarem ao comtemplar-se a torre de menagem dinisiana do castelo ou o elegante pelourinho manuelino, encimado pela esfera armilar.

 

 

Na igreja, templo modesto mas rico, do século XVI, o tecto mudéjar merece atenta observação. As ruas e casa, com o cunho do passado, como aquela que ostenta na verga da porta uma inscrição árabe, denunciam todo o tradicionalismo, a justificar o título de aldeia-museu.

 

 

Dentro das antigas muralhas, estão casas de pedra eximiamente recuperadas. A cada esquina ouvem histórias sobre o lendário rural. As suas ruas são estreitas e sobem aos montes que crescem em redor da aldeia. Das muralhas podem ver-se campos cultivados e as casas das aldeias vizinhas.

 

 

A história de Sortelha é muito intrigante, mas os seus mistérios e as senhoras que fazem cestas de bracejo para matar a solidão, prendem-nos a esta pequena aldeia.

 

 

A cabeça da velha

 

 

 

 

A casa da cerca

 

 

CASTELO MENDO

Castelo Mendo foi sede de um concelho extinto pela reforma administrativa do século XIX. Chega-se aqui através de uma estrada estreita e de curvas apertadas. À chegada, deparamo-nos com a fortaleza medieval, toda ela abraçada por montes verdejantes e vales férteis. Depois de transpormos as portas, entra-se num mundo antigo: são as casas de pedra com alpendres das gentes pobres, casas que hoje têm outra vida.

 

 

 

A aldeia mantém-se alheia ao progresso e vive na sua solidão entre ruas mudas e casas vazias. Contudo este isolamento faz de Castelo Mendo um paraíso perdido na montanha.

 

 

 

 

Aqui pode passar uma boa tarde, deliciando-se com um bom queijo de cabra e pão feitos como manda a tradição. Situada na ala sudoeste do concelho da Almeida, do qual dista 19 Km, a aldeia medieval de Castelo Mendo encontra-se implantada sobre um maciço granítico, a 756m de altitude. Quase inacessível dos lados nascente, sul e poente, a aldeia domina uma paisagem agreste e recortada.

 

 

 

 

ALMEIDA

 

 

Dos tempos mais remotos não restam apenas casa de pedra. A estrela de pedra forte e magnânima, resiste ao tempo e àqueles que ficavam após as sucessivas invasões. Junto ás muralhas, existem hoje flores e jardins. As casas dormem por detrás dos altos muros de aldeia, estando como que protegidas. Observada por vista aérea, Almeida (como é conhecida entre os seus habitantes), tem a forma de uma estrela, imponente na paisagem que protegeu os povos remotos. Hoje são as tradições que se tentam proteger, neste local histórico e belo. Nas ruas de calçada, pode passear e cheirar o aroma que vem de cada cozinha, observar as antigas casas brasonadas e ouvir lendas da antiga povoação.

Idanha-a-Velha localiza-se a 15 Km da vila de Idanha-a-Nova (sede de concelho), a 12 Km da aldeia de Monsanto e a 31 Km das Termas de Monfortinho.

 

 

 

 

CASTELO RODRIGO

 

 

 

Aldeia que combateu as guerras reais, sobreviveu, e hoje luta para manter a sua beleza arquitectónica, mesmo em ruínas. No topo das suas muralhas temos uma magnífica vista que vai desde a Serra da Estrela até Espanha.O seu encanto maior está nas gentes que nos recebem. Todos os muros de pedra que dividem os campos transmitem segurança e sensação de alegria porque tudo está no seu lugar. Quem visita esta aldeia sente-se um Senhor Feudal, sem que seja só por um dia.

 

 

 

MONSANTO

Encontra-se na encosta da Serra e lá nasceram grandes penedos. As sardinheiras dão cor às casas granítica. Ao êxodo escaparam apenas as gentes mais velhas, e são estas que dão encanto ao lugar. Caminhando pelas ruas vemos portas de pedra e janelas de madeira pintadas de branco.

 

 

 

O seu castelo começou por ser um castro lusitano; depois foi restaurado pelos Romanos, e, após as lutas da Reconquista, foi reconstruíndo por Gualdim Pais, grão-mestre dos Templários. Resistiu heroicamente a muitos combates, e só em 1704 foi conquiatado pelo duque de Berwick, comandante dos exércitos de Filipe V, após a morte de todos os defensores, incluindo o governador. Retomado pouco depois pelo marquês de Minas, este matou toda a guarnição inimiga por não ter sabido respeitar as tradições de heroísmo da praça. Foi esse o último combate que ali se travou, e o estado de ruína em que o castelo se encontra deve-se a uma explosão no paiol da pólvora no início do século XIX.

 

 

 

 

Percorrer as ruas de Monsanto é uma experiência de descoberta, pois os enormes pedrugulhos, alguns de equilíbrio aparentemente instável, fazem parte integrante da aldeia. Na rocha viva só foram talhados os degraus e os bebedouros para o gado, e os penedos estão de tal modo ligados às habitações que tanto lhes servem de chão como de paredes, e mesmo, em alguns casos, de telhado.

Entre as casa encontram-se espaços, minúsculos quintais-hortas, com divisórias de pedra que serviam de furdas e de galinheiros. Homens e animais viveram aqui, ao longo dos séculos, uma existência dura e difícil.

 

 

Poder-se-ia supor que o abastecimento de água constituísse problema, mas no cimo desta terra pedregosa abundam as nascentes. Há mais de uma dúzia de fontes, e muitas são as casas que têm o seu próprio poço.

No sopé do monte encontra-se em ruínas uma magnífica capela românica - S. Pedro de Vila Corça – dividida em três recintos independentes, onde, segundo os usos da época, se realizavam as audiências judiciais.

 

 

Sob o campanário da ermida ainda existe uma pequena gruta onde, de acordo com a lenda, viveu no tempo dos Godos um santo ermita.

Monsanto dista cerca de 25 Km de Idanha-a-Nova, sede do concelho. O acesso a esta localidade faz-se pela Estrada Nacional 239 e pela Estrada Municipal 567.

 

 

 

 

 

PENHA GARCIA

 

 

 

 

 

Situa-se na encosta sul da serra de Penha Garcia, na qual se pode encontrar, com relativa facilidade, enorme variedade de fósseis animias. Muito próximo nasce o rio Ponsul. Vale a pena subir até ao castelo, admirar um conjunto importante de antigas casas de xisto e pelourinho.

Este pelourinho tem o escudo de D. Sebastião e encontra-se assinado pelos seus escultores: Estevão Simão e Domingos Fernandes.

 

 

 

PIODÃO

Típica aldeia da Beira Serrana, com o casario trepando a encosta, as casa de xisto de Piodão, telhadas das mesmas lages, dão-lhe esse ar de pureza rústica que já falta a outras suas congéneres.

 

 

 

 

À volta estendem-se, em socalcos, as pequenas terras de cultivo. Passa-lhe perto a antiga Estrada Real de Coimbra-Covilhã. Lá mais para cima está a serra e, ao fundo, a ribeira.

Piódão é sem duvida uma das mais bonitas aldeias de Portugal. Classificado como imóvel de interesse público a partir de 1978, beneficiou assim de alguma protecção.

 

 

 

Mas só a partir da sua integração no projecto das Aldeias Históricas de Portugal, o Piódão viu o seu conjunto urbanístico salva guardado. A aldeia tem um traçado e uma disposição típica de um povoamento de montanha. Abrigadas dos ventos dominantes, as casas trepam pela encosta acima. Os materias de construção são aqueles que a serra oferece: xisto e madeira. As paredes têm duas camadas, uma exterior com pedras maiores e uma interior com pedras mais pequenas. Os telhados têm uma ou duas águas, chegando a ter quatro graus de inclinação média.

 

 

O azul que pinta as portas e janelas é outro dos mistérios ainda por resolver. Ninguém sabe ao certo a razão. São várias as explicações, mas a mais conhecida prende-se com o isolamento da aldeia e com a chegada de uma lata de tinta azul. Não havendo escolha, o azul impôs-se e é actualmente parte integrante do conjunto arquitectónico da aldeia do Piódão.

 

Foz d'Égua

 

 

 

 

Música tradicional da Beira Baixa

A minha Aldeia

sinto-me:
publicado por VANDOVSKY às 07:00
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